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Dez anos passados desde a sua chegada
a Itabuna,
com os negócios de cacau estabelecidos, João
Borges resolveu dedicar-se à pecuária
("a partir dos negócios do cacau, foi feita
a pecuária"). João Borges antecipava:
"Se algum dia houver crise no
cacau, a gente tem a pecuária, a gente tem
o que comer e beber".
Procurou terras no sertão,
a três dias de viagem de cavalo de Itabuna (nos
atuais municípios de Itororó
e Itapetinga), "onde havia matas virgens, com onças,
índios", mediu as terras com um funcionário,
foi a Salvador, titulou-as e tornou-se proprietário.
Daí por diante, "derrubou
a mata, transformou as terras em campo, comprou gado
em Itabuna, levou o gado para as terras e implantou
a pecuária na região".
A chegada dos bubalinos
Com o tempo, João Borges introduziu
também a criação de búfalos,
levando inicialmente para a fazenda três cabeças
que comprou em Ilhéus. As três cabeças
originais, depois de uma viagem de muitos dias chegaram
na fazenda, aclimataram-se bem e se reproduziram.
O exemplo foi seguido por outros fazendeiros
de cacau, muitos deles também sergipanos, que
haviam chegado a Itabuna na mesma época e formavam
um grupo muito coeso, "quase uma colônia".
A fundação de Itororó
Em volta das fazendas de gado foi surgindo
um povoado, hoje a cidade de Itororó ("era
Itapuí, mas já havia outra cidade com
este nome, sendo assim, o nome foi mudado para Itororó"),
hoje com mais de 10.000 habitantes.
A praça principal de Itororó
se chama "Coronel João Borges da Rocha Neto"
("naquela época o povo chamava os fazendeiros
de 'Coronel', hoje é 'doutor'"). Parte da
produção da fazenda é vendida na
cidade. A
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